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Trabalhadores do Polo Petroquímico de Triunfo fazem ato por segurança no trabalho

Para os trabalhadores, acidente ocorrido no domingo mostrou sucateamento dos equipamentos Polo Petroquímico de Triunfo

Os trabalhadores do Polo Petroquímico de Triunfo, em conjunto com a CUT-RS sindicatos, realizaram um ato unificado na Rodovia de acesso ao Complexo das Indústrias na manhã desta quarta-feira (17). A atividade contou com um conjunto de reivindicações, que vão desde condições dignas de trabalho como banheiros e água, até a falta de segurança, que ficou mais evidente com o recente acidente ocorrido na Braskem no domingo, dia 14.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Petroquímicos de Porto Alegre e Triunfo (SINDIPOLO), Ivonei Arnt, o acidente de domingo mostrou não só o sucateamento dos equipamentos e a insegurança como o descaso com que a Braskem trata a questão, uma vez que somente quase 24 horas após o evento ela se manifestou. “Um descaso com os trabalhadores e com a comunidade, que ficou assustada com o tamanho das chamas nas chaminés (flare) do Polo”, pontuou ele.
Ivonei acrescenta que a manifestação é também contra a pressão da empresa de querer impor novos Contratos Individuais de Trabalho que conflitam juridicamente com os Acordos Coletivos que estão em plena vigência. “Os trabalhadores diretos já estão ansiosos com os boatos diários de venda das ações da Odebrecht/Novonor na Braskem e agora essa alteração nos contratos de trabalho está causando grande preocupação a todos trabalhadores petroquímicos. Isso naturalmente afeta o psicológico de todos”, disse ele.
No caso dos terceirizados, representados pelo Sindicato da Construção Civil de Triunfo (SINDICONSTRUPOLO), as reivindicações também estão ligadas à segurança e vão ainda além. Eles denunciam péssimas condições de trabalho, desde vestiários inadequados até questões básicas como alimentação, banheiros, água adequada para tomar, assédio moral, desrespeito ao acordo coletivo, entre outros problemas.
O presidente do SINDICONSTRUPOLO, Júlio Selistre, reforça que a insegurança no Polo atinge a todos os trabalhadores, principalmente os terceirizados, que são tratados como invisíveis pelas empresas contratantes. “Mas em vez de trabalhar para criar um ambiente de trabalho seguro, as empresas, tanto a contratante Braskem como as empresas contratadas de manutenção, fazem de tudo para desrespeitar os trabalhadores e as Normas Regulamentadoras de Segurança e Saúde (NR), causando acidentes e gerando ansiedade”, disse Júlio.
Para ambos os dirigentes, o ato é um momento de alerta já que as conversas com as empresas, tanto a Braskem como as terceirizadas, não vêm surtindo solução para estes problemas e acidentes. No caso dos trabalhadores diretos, o tal “Aditivo” Contrato Individual de Trabalho tem sido imposto sem qualquer tratativa com o SINDIPOLO e no caso dos terceirizados, os problemas se acumulam sem que as empresas tomem qualquer medida para solucionar, mesmo se tratando de questões básicas de trabalho.
Frente a este descaso resta aos trabalhadores avançar nas mobilizações, até que as empresas reúnam com os sindicatos e com a CUT-RS para tratar dos respectivos problemas do conjunto dos trabalhadores do Polo Petroquímico para achar soluções efetivas e eficazes e não apenas medidas paliativas.
(Fonte: CUT, com informações de Sindipolo)

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