{"id":3751,"date":"2026-08-13T10:34:53","date_gmt":"2026-08-13T13:34:53","guid":{"rendered":"https:\/\/sindticccba.org.br\/?p=3751"},"modified":"2026-08-13T10:34:53","modified_gmt":"2026-08-13T13:34:53","slug":"saiba-quais-setores-sao-mais-afetados-pela-escala-6x1-que-aguarda-votacao-no-senado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindticccba.org.br\/index.php\/2026\/08\/13\/saiba-quais-setores-sao-mais-afetados-pela-escala-6x1-que-aguarda-votacao-no-senado\/","title":{"rendered":"Saiba quais setores s\u00e3o mais afetados pela escala 6&#215;1, que aguarda vota\u00e7\u00e3o no Senado"},"content":{"rendered":"<p>Proposta, que foi aprovada por ampla maioria na C\u00e2mara dos Deputados, \u00e9 aceita por mais 70% dos trabalhadores. CUT e centrais pressionam Senado por vota\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O fim da escala 6&#215;1 e a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio, foram aprovados por ampla maioria na C\u00e2mara dos Deputados, mas seguem travados no Senado Federal. Enquanto a proposta aguarda vota\u00e7\u00e3o, mais de 70% dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros defendem o fim do modelo que prev\u00ea seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso.<\/p>\n<p>Para pressionar o Senado a avan\u00e7ar na discuss\u00e3o e colocar a proposta em pauta, a CUT e as demais centrais sindicais realizam, nesta semana, uma s\u00e9rie de mobiliza\u00e7\u00f5es em todo o pa\u00eds. A agenda busca ampliar a press\u00e3o sobre os senadores e cobrar a vota\u00e7\u00e3o do fim da escala 6&#215;1.<\/p>\n<p>A proposta encaminhada pelo governo federal estabelece uma mudan\u00e7a no modelo atual de organiza\u00e7\u00e3o do trabalho e prev\u00ea a redu\u00e7\u00e3o da jornada semanal para 40 horas, com o objetivo de ampliar o tempo de descanso e melhorar as condi\u00e7\u00f5es de vida dos trabalhadores.<\/p>\n<p>6&#215;1 atinge milh\u00f5es de trabalhadores do transporte, com\u00e9rcio e servi\u00e7os<\/p>\n<p>Um levantamento do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) mostra a dimens\u00e3o da escala 6&#215;1 no mercado de trabalho brasileiro. Cerca de 14,8 milh\u00f5es de trabalhadores, o equivalente a 33,2% dos ocupados no pa\u00eds, est\u00e3o submetidos a esse modelo.<\/p>\n<p>Entre as atividades com maior presen\u00e7a, a escala 6&#215;1 tem maior incid\u00eancia no transporte a\u00e9reo, onde alcan\u00e7a 53,2% dos trabalhadores, seguido pelos servi\u00e7os de alojamento (52%), servi\u00e7os de alimenta\u00e7\u00e3o (47,1%) e com\u00e9rcio (42,2%), segundo levantamento do Dieese.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros mostram que trabalhadores de setores com funcionamento di\u00e1rio e hor\u00e1rios estendidos est\u00e3o entre os mais submetidos \u00e0 jornada de seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso.<\/p>\n<p>Empres\u00e1rios ligados principalmente aos setores de com\u00e9rcio e servi\u00e7os est\u00e3o entre os que mais resistem \u00e0 mudan\u00e7a. Por outro lado, empresas que passaram a testar modelos alternativos de organiza\u00e7\u00e3o do trabalho, como a escala 5&#215;2, relatam resultados positivos, incluindo melhora no engajamento dos funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Maioria trabalha mais de 40 horas por semana<\/p>\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal estabelece atualmente uma jornada m\u00e1xima de 44 horas semanais, que pode ser distribu\u00edda em diferentes escalas de trabalho. Na escala 6&#215;1, s\u00e3o seis dias de trabalho para um dia de descanso.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, por\u00e9m, uma parcela significativa da classe trabalhadora brasileira cumpre jornadas longas e desgastantes.<\/p>\n<p>Segundo o Dieese, a maioria absoluta dos trabalhadores brasileiros trabalha entre 40 e 44 horas semanais. Al\u00e9m disso, cerca de 20 milh\u00f5es de pessoas trabalham acima desse limite, com jornadas que chegam a 45, 48 horas ou mais por semana.<\/p>\n<p>Os dados do Dieese apontam ainda que 64% dos trabalhadores formais t\u00eam jornada superior a 40 horas semanais. Entre os trabalhadores celetistas, aproximadamente 75% trabalham mais de 40 horas por semana.<\/p>\n<p>Mais tempo para viver<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho n\u00e3o representa apenas uma mudan\u00e7a na organiza\u00e7\u00e3o das horas trabalhadas. Entre os principais argumentos em defesa da medida est\u00e1 a possibilidade de melhorar a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o trabalhadora.<\/p>\n<p>Com uma jornada menor e mais dias de descanso, os trabalhadores podem ter mais tempo para conviv\u00eancia familiar, estudo, lazer, descanso e cuidados com a sa\u00fade f\u00edsica e mental.<\/p>\n<p>O tempo gasto no deslocamento tamb\u00e9m pesa na rotina. De acordo com o Dieese:<\/p>\n<p>71,2 milh\u00f5es de trabalhadores precisam se deslocar para o trabalho;<br \/>\n14,5 milh\u00f5es levam entre 30 minutos e uma hora no trajeto;<br \/>\n7,4 milh\u00f5es gastam mais de uma hora para chegar ao trabalho;<br \/>\n1,3 milh\u00e3o passa mais de duas horas no deslocamento di\u00e1rio.<br \/>\nNa pr\u00e1tica, milh\u00f5es de brasileiros passam grande parte do dia envolvidos com o trabalho, somando as horas da jornada ao tempo necess\u00e1rio para chegar e voltar de seus locais de trabalho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Proposta, que foi aprovada por ampla maioria na C\u00e2mara dos Deputados, \u00e9 aceita por mais 70% dos trabalhadores. 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