{"id":3651,"date":"2026-05-26T14:47:40","date_gmt":"2026-05-26T17:47:40","guid":{"rendered":"https:\/\/sindticccba.org.br\/?p=3651"},"modified":"2026-05-26T14:47:40","modified_gmt":"2026-05-26T17:47:40","slug":"brasil-atingiu-patamar-de-muito-alto-desenvolvimento-humano-pela-primeira-vez-em-2024-aponta-relatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindticccba.org.br\/index.php\/2026\/05\/26\/brasil-atingiu-patamar-de-muito-alto-desenvolvimento-humano-pela-primeira-vez-em-2024-aponta-relatorio\/","title":{"rendered":"Brasil atingiu patamar de muito alto desenvolvimento humano pela primeira vez em 2024, aponta relat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil atingiu pela primeira vez o patamar de muito alto desenvolvimento humano em 2024, segundo dados do relat\u00f3rio Radar IDHM, do Pnud (Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento), publicado nesta ter\u00e7a-feira (26).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relat\u00f3rio, o primeiro do tipo em mais de uma d\u00e9cada, analisa o IDH-M (\u00cdndice de Desenvolvimento Humano Municipal) do pa\u00eds de 2012 a 2024. O \u00edndice nacional saltou de 0,744 para 0,805 nesse per\u00edodo, chegando ao maior valor da s\u00e9rie e colocando o pa\u00eds na faixa mais alta de classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00edndice agrega a oportunidade de viver uma vida longa e saud\u00e1vel, de ter acesso ao conhecimento e de ter um padr\u00e3o de vida que garanta as necessidades b\u00e1sicas. O IDH-M brasileiro \u00e9 composto pelas mesmas tr\u00eas dimens\u00f5es do IDH Global (longevidade, educa\u00e7\u00e3o e renda) com uma adapta\u00e7\u00e3o da metodologia ao contexto brasileiro \u2014ou seja, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer compara\u00e7\u00e3o entre o IDH-M nacional e o IDH global.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o relat\u00f3rio, a desigualdade entre brancos e negros continuam significativas, embora a dist\u00e2ncia tenha diminu\u00eddo ao longo da s\u00e9rie. Ao considerar recortes de ra\u00e7a e g\u00eanero, o patamar cai para alto desenvolvimento humano entre negros e mulheres. Ainda assim, a dist\u00e2ncia foi reduzida de 14% para 9% no per\u00edodo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ritmo de crescimento do IDH-M foi maior para a popula\u00e7\u00e3o negra (10,3%) do que para a popula\u00e7\u00e3o branca (5,5%), mas n\u00e3o o suficiente para igualar os patamares. O \u00edndice entre brancos foi de 0,804 em 2012 para 0,851 em 2024. Entre negros, saiu de 0,694 para 0,774 no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O IDH-M \u00e9 calculado a partir de \u00edndices de longevidade, educa\u00e7\u00e3o e renda baseados nos dados da Pnad Cont\u00ednua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica). A an\u00e1lise foi realizada tamb\u00e9m em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De forma geral, houve crescimento nas tr\u00eas dimens\u00f5es observadas pela pesquisa. O IDHM Educa\u00e7\u00e3o foi o que mais evoluiu, crescendo em m\u00e9dia 1,35% por ano, com uma queda pontual em 2021. Os \u00edndices de longevidade e renda cresceram em m\u00e9dia 0,31% ao ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo destaca que o IDHM Longevidade cresceu apesar do impacto da pandemia de Covid-19. &#8220;O pior valor da s\u00e9rie foi registrado em 2021, em decorr\u00eancia dos impactos da pandemia. Ap\u00f3s dois anos consecutivos de queda (2020 e 2021), a recupera\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a ganhar pulso em 2022, atingindo o seu maior valor em 2024&#8221;, observa o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No IDHM Renda, a trajet\u00f3ria foi oscilante, &#8220;repercutindo tanto o impacto da crise econ\u00f4mica iniciada em 2015 quanto o da pandemia&#8221;, acrescenta o estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DESIGUALDADES<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar do patamar de muito alto desenvolvimento humano atingido pelo pa\u00eds, o IDHMAD (\u00cdndice de Desenvolvimento Humano Municipal Ajustado \u00e0 Desigualdade), que incorpora as desigualdades existentes dentro de cada uma das dimens\u00f5es do IDHM, aponta uma classifica\u00e7\u00e3o diferente para o Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o \u00edndice ajustado, o pa\u00eds teria sa\u00eddo do status de baixo desenvolvimento humano em 2012 para m\u00e9dio desenvolvimento humano em 2024. &#8220;O dado de 2024 evidencia o quanto o desenvolvimento humano brasileiro permanece distante de uma parcela da popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se representa pela m\u00e9dia&#8221;, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo tamb\u00e9m levanta o IDHM ajustado \u00e0 renda do trabalho. Nesse recorte, o grupo das mulheres foi o que esteve em maior desvantagem em todos os anos analisados. Na an\u00e1lise do per\u00edodo de 2012 a 2024, o \u00edndice ajustado dos homens evoluiu de 0,737 para 0,802. O das mulheres passou de 0,736 para 0,798.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RESULTADOS ESTADUAIS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas as unidades federativas do pa\u00eds atingiram o patamar de alto ou muito alto desenvolvimento humano em 2024. Das 27 unidades, 9 registraram IDH-M superior ao do Brasil \u2014todos os estados das regi\u00f5es Sul e Sudeste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relat\u00f3rio destaca a manuten\u00e7\u00e3o de disparidades entre as regi\u00f5es. A expectativa de vida ao nascer varia de 74,32 anos no Amap\u00e1 para 79,75 anos no Distrito Federal. No recorte de renda, a diferen\u00e7a \u00e9 de uma renda domiciliar per capita de R$ 482,46 no Maranh\u00e3o para R$ 1.465,10 no DF. A popula\u00e7\u00e3o acima de 18 anos com ensino superior completo sai de 59,14% na Para\u00edba para 83,37% no DF.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, todas as unidades federativas tiveram crescimento no IDHM com rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis pr\u00e9-pandemia, com os maiores crescimentos nos estados de Alagoas, Piau\u00ed e Rio Grande do Norte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RENDA \u00c9 DESAFIO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O avan\u00e7o do Brasil foi mais fraco na dimens\u00e3o da renda (o pa\u00eds pontuava 0,456 em 2012 e cresceu para 0,508 em 2024). Para Bettina Ferraz Barbosa, coordenadora de Desenvolvimento Humano do Pnud no Brasil, esse \u00e9 um dos principais desafios de um pr\u00f3ximo ciclo de desenvolvimento do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Nossa tecnologia social de crescimento est\u00e1 ancorada pelos programas de renda m\u00ednima ou de assist\u00eancia social&#8221;, diz Bettina. &#8220;Essa \u00e9 uma tecnologia que ela tem mais falhas, porque se a dimens\u00e3o educa\u00e7\u00e3o e a dimens\u00e3o sa\u00fade tem no seu DNA a pol\u00edtica p\u00fablica estrito senso, a dimens\u00e3o renda tamb\u00e9m reage ao que acontece no mercado, no setor privado&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O Brasil precisa amadurecer num pacto que coloque na mesa de negocia\u00e7\u00e3o o setor p\u00fablico, o setor privado e a sociedade civil, e seja capaz de levar o pa\u00eds a um novo patamar de renda&#8221;, completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil atingiu pela primeira vez o patamar de muito alto desenvolvimento humano em 2024, segundo dados do relat\u00f3rio Radar IDHM, do Pnud (Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento), publicado nesta ter\u00e7a-feira (26). 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