{"id":1957,"date":"2024-09-13T11:31:16","date_gmt":"2024-09-13T14:31:16","guid":{"rendered":"https:\/\/sindticccba.org.br\/?p=1957"},"modified":"2024-09-13T11:31:16","modified_gmt":"2024-09-13T14:31:16","slug":"eleicoes-2024-nao-aceite-nenhum-tipo-de-assedio-eleitoral-no-seu-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindticccba.org.br\/index.php\/2024\/09\/13\/eleicoes-2024-nao-aceite-nenhum-tipo-de-assedio-eleitoral-no-seu-trabalho\/","title":{"rendered":"Elei\u00e7\u00f5es 2024: n\u00e3o aceite nenhum tipo de ass\u00e9dio eleitoral no seu trabalho"},"content":{"rendered":"<p>Campanha do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) em conjunto com a CUT e centrais sindicais visa esclarecer o que \u00e9 e combater o ass\u00e9dio eleitoral. Canal de den\u00fancias j\u00e1 est\u00e1 no ar<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Assedio.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Assedio.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"460\" class=\"alignnone size-full wp-image-1958\" srcset=\"https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Assedio.jpg 700w, https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Assedio-300x197.jpg 300w, https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Assedio-696x457.jpg 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Andr\u00e9 Accarini, Rosely Rocha e Luiz Cabral<br \/>\nFonte: CUT Brasil<\/p>\n<p>Casos de ass\u00e9dio eleitoral, que consistem em coa\u00e7\u00e3o de patr\u00f5es e gestores aos trabalhadores e trabalhadoras para que votem em candidatos de sua conveni\u00eancia, n\u00e3o s\u00e3o exatamente uma novidade. Na hist\u00f3ria, muito j\u00e1 se ouviu falar sobre o voto de cabresto, pr\u00e1tica em que \u2018coron\u00e9is\u2019 obrigavam a popula\u00e7\u00e3o a votar em determinados candidatos.<\/p>\n<p>O termo \u2018voto de cabresto\u2019 \u00e9 uma analogia a um animal sendo guiado por um cabresto, fazendo com que ele siga o sentido que seu condutor quer. Infelizmente isso ainda \u00e9 uma pr\u00e1tica recorrente em regi\u00f5es mais carentes do Brasil. Mas n\u00e3o s\u00f3. No mundo moderno a pr\u00e1tica tem tomado outras formas nos mais variados ambientes de trabalho, o que \u00e9 ilegal e empresas t\u00eam sido multadas e os assediadores processados criminalmente. Conhe\u00e7a casos abaixo.<\/p>\n<p>Para que esse tipo de a\u00e7\u00e3o n\u00e3o aconte\u00e7a mais e que haja puni\u00e7\u00e3o at\u00e9 com pris\u00e3o a quem tente obrigar o trabalhador a votar em candidatos defendidos pelos patr\u00f5es que as centrais sindicais CUT, For\u00e7a Sindical, NCST, UGT, CTB, CSB, P\u00fablica e Intersindical, junto com o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT), abriram um canal de den\u00fancias sobre ass\u00e9dio eleitoral nas elei\u00e7\u00f5es municipais de 2024.<\/p>\n<p>Com o t\u00edtulo &#8220;O voto \u00e9 seu e tem sua identidade&#8221; a campanha visa alertar o trabalhador sobre o ass\u00e9dio para que a disputa eleitoral seja justa e embasada na liberdade absoluta de escolha.<\/p>\n<p>A campanha utiliza v\u00eddeos, spots de r\u00e1dio e cards na internet como ferramentas de a\u00e7\u00e3o. E mais: para quem quiser denunciar o assediador, de maneira segura e sem se expor, pode fazer isso por um aplicativo de celular e um site espec\u00edficos para tal.<\/p>\n<p>Uma cartilha sobre o tema tamb\u00e9m traz todas as informa\u00e7\u00f5es e orienta\u00e7\u00f5es sobre a pr\u00e1tica para facilitar as den\u00fancias, protegendo os funcion\u00e1rios de empresas privadas, terceirizados e servidores p\u00fablicos. Outros materiais, como cards e stories para redes sociais podem ser acessados no link Combate ao assedio eleitoral nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p>Patr\u00f5es multados ap\u00f3s den\u00fancias<\/p>\n<p>Milhares de den\u00fancias refor\u00e7am a necessidade de alertar os trabalhadores sobre esse tipo de pr\u00e1tica. Desde 2018 casos t\u00eam ganhando notoriedade por causa da explos\u00e3o da polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica promovida pela extrema direita no pa\u00eds. A fim de tomar o poder e, se perpetuar nele, empres\u00e1rios alinhados a essa ideologia passaram a coagir trabalhadores para que votassem em seus candidatos, em especial, o ex-presidente Jair Bolsonaro.<\/p>\n<p>Alguns casos cl\u00e1ssicos denunciados em 2022 foram o da empresa de eletrodom\u00e9sticos Brit\u00e2nia, em Curitiba (PR), que foi condenada pela Justi\u00e7a do Trabalho a pagar uma indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 50 mil e a reverter a demiss\u00e3o por justa causa de uma trabalhadora que durante home office, postou no X (antigo Twitter) que, fora da empresa, n\u00e3o precisava usar a camiseta com alus\u00e3o a Jair Bolsonaro (PL).<\/p>\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, a trabalhadora comprovou que no auge da disputa eleitoral a empresa utilizou meios de comunica\u00e7\u00e3o internos para fazer publicidade de seu candidato, Bolsonaro. Al\u00e9m disso, o presidente da empresa, C\u00e9sar Buffara, visitava os setores e proferia discursos enaltecendo a sua posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e criticando a oposi\u00e7\u00e3o ao ent\u00e3o candidato \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Ainda em 2022 e tamb\u00e9m no Paran\u00e1, a Justi\u00e7a barrou uma a\u00e7\u00e3o de empres\u00e1rios ligados ao agroneg\u00f3cio. O diretor-presidente da Cooperativa Agroindustrial Lar, sediada em Medianeira e que tem cerca de 12 mil associados e 24 mil trabalhadores na base, enviava mensagem aos funcion\u00e1rios, via WhatsApp, pedindo votos para Bolsonaro.<\/p>\n<p>O texto da mensagem, enviada por Irineo da Costa Rodrigues em forma de documento, com timbre da empresa, incitava os funcion\u00e1rios a votarem no candidato sob a argumenta\u00e7\u00e3o de que a direita, representada por Bolsonaro, \u201ccultivava valores\u201d e a esquerda, representada por Lula, iria na dire\u00e7\u00e3o do \u201cque h\u00e1 de pior\u201d.<\/p>\n<p>Na rede de lojas Havan, outra empresa not\u00f3ria por apoiar Bolsonaro, camisetas-uniforme nas cores verde e amarelo, com frase alusiva \u00e0 ideologia da extrema direita eram distribu\u00eddas para os empregados para serem usadas durante o trabalho.<\/p>\n<p>A rede foi condenada a pagar mais de R$ 85 milh\u00f5es por intimidar seus trabalhadores e trabalhadoras para que votassem em Jair Bolsonaro (PL) na elei\u00e7\u00e3o de 2018. A intimida\u00e7\u00e3o n\u00e3o se dava apenas pelo uso da camiseta, mas tamb\u00e9m por outros meios internos como \u2018lives\u2019 de gerentes, amea\u00e7ando demiss\u00e3o em massa, caso Bolsonaro n\u00e3o fosse eleito.<\/p>\n<p>2024<\/p>\n<p>At\u00e9 o dia 6 de setembro, o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) j\u00e1 havia recebido 153 den\u00fancias de ass\u00e9dio eleitoral envolvendo tanto empresas como \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. Minas Gerais liderava o ranking com 17 casos. Paran\u00e1, em segundo lugar, com 15 den\u00fancias e S\u00e3o Paulo, em terceiro, com 10 casos.<\/p>\n<p>Patr\u00f5es coagem trabalhadores ou amea\u00e7am demitir quem n\u00e3o votar no candidato que eles determinam est\u00e1 cometendo crime eleitoral, previsto na Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988. O artigo 5\u00b0, par\u00e1grafo VIII diz \u201cningu\u00e9m ser\u00e1 privado de direitos por motivo de cren\u00e7a religiosa ou de convic\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica ou pol\u00edtica\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Artigo 14\u00b0 refor\u00e7a que a \u201csoberania popular ser\u00e1 exercida pelo sufr\u00e1gio universal e polo voto direto e secreto, com valor igual a todos\u201d.<\/p>\n<p>Ou seja, ningu\u00e9m deve se submeter \u00e0 ordem ou coa\u00e7\u00e3o na hora do voto. o ass\u00e9dio eleitoral ou a compra de votos tamb\u00e9m est\u00e1 descrita como crime em lei pelo artigo 301 do C\u00f3digo Eleitoral.<\/p>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o prev\u00ea pena de at\u00e9 quatro anos de reclus\u00e3o e pagamento de multa para quem &#8220;usar de viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a para coagir algu\u00e9m a votar, ou n\u00e3o votar, em determinado candidato ou partido&#8221;.<\/p>\n<p>Os patr\u00f5es tamb\u00e9m n\u00e3o podem oferecer benef\u00edcios ou vantagens a algu\u00e9m que busca uma vaga ou obrigar um trabalhador a vestir uma camiseta de um candidato. Isto \u00e9 considerado &#8220;abuso do poder diretivo&#8221; da empresa.<\/p>\n<p>Nos casos de ass\u00e9dio, o MPT pode instaurar inqu\u00e9rito e investigar a conduta empresarial que viole as liberdades dos trabalhadores. Se constatada a ilegalidade, a empresa poder\u00e1 ser condenada por danos morais individuais ou coletivos, al\u00e9m de ser obrigada a cessar imediatamente a pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>O respons\u00e1vel pelo ass\u00e9dio tamb\u00e9m poder\u00e1 ser punido \u2013 chefe ou patr\u00e3o \u2013 inclusive criminalmente.<\/p>\n<p>Mais sobre a pr\u00e1tica do ass\u00e9dio eleitoral<\/p>\n<p>O ass\u00e9dio eleitoral se caracteriza como a pr\u00e1tica de coa\u00e7\u00e3o, intimida\u00e7\u00e3o, amea\u00e7a, humilha\u00e7\u00e3o ou constrangimento associados a determinado pleito eleitoral, no intuito de influenciar ou manipular o voto, apoio, orienta\u00e7\u00e3o ou manifesta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de trabalhadores e trabalhadoras no local de trabalho ou em situa\u00e7\u00f5es relacionadas ao trabalho.<\/p>\n<p>O ass\u00e9dio pode ser praticado:<\/p>\n<p>Pelo empregador, representantes ou prepostos das empresas, bem como dirigentes de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos.<br \/>\nEntre colegas de trabalho<br \/>\nPelos trabalhadores e trabalhadoras em rela\u00e7\u00e3o a seus superiores.<br \/>\nPor terceiros, como tomadores de servi\u00e7o e clientes.<br \/>\n Alguns exemplos de ass\u00e9dio eleitoral:<\/p>\n<p>Prometer benef\u00edcio ou amea\u00e7ar de preju\u00edzo no contrato de trabalho em raz\u00e3o do resultado das elei\u00e7\u00f5es.<br \/>\nProferir coment\u00e1rios depreciativos ou realizar atos que causem humilha\u00e7\u00e3o ou discrimina\u00e7\u00e3o de trabalhadores que apoiam candidatos ou candidatas diferentes do defendido(a) pelo assediador ou assediadora.<br \/>\nEntregar material de propaganda eleitoral aos trabalhadores e trabalhadoras ou expor propaganda eleitoral nos locais de trabalho, ou descanso.<br \/>\nImpor\/obrigar o uso de uniforme, vestimentas, bon\u00e9s, botons alusivos \u00e0 determinada campanha eleitoral ou candidato(a);<br \/>\nAmea\u00e7ar trabalhadores e trabalhadoras de serem dispensados caso determinada ou determinado candidato ganhe, ou perca as elei\u00e7\u00f5es.<br \/>\nAmea\u00e7ar o fechamento da empresa em fun\u00e7\u00e3o dos resultados das elei\u00e7\u00f5es.<br \/>\nAmea\u00e7ar cortes de pessoal ou mudan\u00e7a na forma de trabalho.<br \/>\nPrometer a concess\u00e3o de qualquer benef\u00edcio ou vantagem vinculada ao voto, \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o eleitoral. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Campanha do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) em conjunto com a CUT e centrais sindicais visa esclarecer o que \u00e9 e combater o ass\u00e9dio eleitoral. Canal de den\u00fancias j\u00e1 est\u00e1 no ar Andr\u00e9 Accarini, Rosely Rocha e Luiz Cabral Fonte: CUT Brasil Casos de ass\u00e9dio eleitoral, que consistem em coa\u00e7\u00e3o de patr\u00f5es e gestores aos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":1958,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1957","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindticccba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1957","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindticccba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindticccba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindticccba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindticccba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1957"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/sindticccba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1957\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1960,"href":"https:\/\/sindticccba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1957\/revisions\/1960"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindticccba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1958"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindticccba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1957"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindticccba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1957"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindticccba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1957"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}