{"id":1894,"date":"2024-08-14T13:05:20","date_gmt":"2024-08-14T16:05:20","guid":{"rendered":"https:\/\/sindticccba.org.br\/?p=1894"},"modified":"2024-08-14T13:05:20","modified_gmt":"2024-08-14T16:05:20","slug":"olimpiadas-de-paris-mostraram-a-forca-e-o-protagonismo-das-atletas-negras-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindticccba.org.br\/index.php\/2024\/08\/14\/olimpiadas-de-paris-mostraram-a-forca-e-o-protagonismo-das-atletas-negras-do-brasil\/","title":{"rendered":"Olimp\u00edadas de Paris mostraram a for\u00e7a e o protagonismo das atletas negras do Brasil"},"content":{"rendered":"<p><strong>O Brasil conquistou 20 medalhas ol\u00edmpicas, 12 foram por mulheres<\/strong><\/p>\n<p>As Olimp\u00edadas de Paris 2024, que se encerraram neste domingo (11), mostrou o protagonismo das atletas negras do Brasil. O pa\u00eds encerrou sua participa\u00e7\u00e3o com tr\u00eas medalhas de ouro conquistadas por quatro mulheres, sendo tr\u00eas delas negras.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Rebeca.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1895\" src=\"https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Rebeca.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"460\" srcset=\"https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Rebeca.jpg 700w, https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Rebeca-300x197.jpg 300w, https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Rebeca-696x457.jpg 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Beatriz Souza, do jud\u00f4, Rebeca Andrade, na gin\u00e1stica art\u00edstica, Duda e Ana Patr\u00edcia, dupla campe\u00e3 ol\u00edmpica no v\u00f4lei de praia. Das 20 medalhas conquistadas, 12 foram por mulheres, incluindo a equipe mista de jud\u00f4.<\/p>\n<p>A ginasta Rebeca Andrade, que conquistou a medalha de ouro, ganhou p\u00e1ginas dos jornais e as redes sociais do mundo inteiro com a foto em que as ginastas americanas Simone Biles e Jordan Chiles (segundo e terceiro lugar no solo, respectivamente, todas negras) prestam rever\u00eancia \u00e0 brasileira no p\u00f3dio. Chiles, no entanto, teve a sua medalha retirada ap\u00f3s a Confedera\u00e7\u00e3o Romena de Gin\u00e1stica contestar a nota dada a sua atleta, Ana Maria Barbosu. Segundo o jornal Euronews, a Corte Arbitral do Esporte (CAE) determinou que a equipe dos Estados Unidos perdeu o recurso da nota ap\u00f3s ultrapassar o tempo regulamentar na final de solo.<\/p>\n<p>Questionada sobre o protagonismo em um momento de destaque feminino no esporte ol\u00edmpico brasileiro, Julia Nogueira, secret\u00e1ria nacional de Combate ao Racismo da CUT, celebra as conquistas e afirma que a vit\u00f3ria das meninas demonstra que o povo negro \u00e9 capaz, basta ter oportunidade.<\/p>\n<p>\u201cElas conseguiram trazer o ouro para o Brasil. Isso \u00e9 fundamental e mostra que aqueles que ainda defendem o racismo t\u00eam que entender que somos iguais. Das vinte medalhas conquistadas, doze foram de mulheres. Ent\u00e3o, isso d\u00e1 um protagonismo para as mulheres na participa\u00e7\u00e3o das Olimp\u00edadas de Paris, em especial \u00e0s negras\u201d.<\/p>\n<p>O pa\u00eds inteiro celebrou a vit\u00f3ria das atletas que, por conta pr\u00f3pria, falaram sobre racismo e representatividade. Pela primeira vez na hist\u00f3ria o Brasil levou uma delega\u00e7\u00e3o com maioria feminina, justamente nos primeiros jogos com paridade de g\u00eanero no n\u00famero total de atletas.<\/p>\n<p>Um p\u00f3dio de pretas<br \/>\nPara Rosane Borges, professora da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e pesquisadora na \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o, a cena das tr\u00eas atletas negras no p\u00f3dio (Rebeca Andrade, Simone Biles e Jordan Chiles) mostrou uma uni\u00e3o de mulheres negras pelo mesmo prop\u00f3sito.<\/p>\n<p>\u201cEssas tr\u00eas juntas recebem de m\u00e3os, corpos e mentes do passado distante e pr\u00f3ximo o papel que lhes cabe em uma for\u00e7a-tarefa que vem de longa data: realocar em justi\u00e7a e dignidade corporeidades que at\u00e9 bem pouco tempo estavam fora ou invisibilizadas da gin\u00e1stica art\u00edstica e do mundo\u201d, afirmou a pesquisadora em sua rede social.<\/p>\n<p>Participa\u00e7\u00e3o feminina nas Olimp\u00edadas<br \/>\nO Brasil estreou nos Jogos Ol\u00edmpicos de 1920 apenas com atletas homens. A primeira atleta mulher brasileira a competir nas Olimp\u00edadas foi a nadadora Maria Lenk, em 1932.<\/p>\n<p>Levou 64 anos desde a primeira participa\u00e7\u00e3o de uma brasileira em Olimp\u00edadas para que o esporte feminino nacional subisse ao p\u00f3dio. As primeiras medalhas das mulheres do Brasil nos Jogos Ol\u00edmpicos vieram apenas em 1996, em Atlanta. Jackie Pires e Sandra Pires ganharam o ouro no v\u00f4lei de praia em uma final brasileira contra Adriana Samuel e M\u00f4nica Rodrigues, que ficaram com a prata. Al\u00e9m disso, a sele\u00e7\u00e3o feminina de v\u00f4lei ganhou o bronze.<\/p>\n<p>As mulheres do Brasil j\u00e1 tinham superado os homens em medalhas de ouro nas Olimp\u00edadas de Londres-2012 e do Rio-2016. O melhor desempenho feminino em Olimp\u00edadas foi nos Jogos de T\u00f3quio-2020, realizados em 2021 em fun\u00e7\u00e3o da pandemia, com nove medalhas sendo tr\u00eas de ouro.<\/p>\n<p>O Brasil terminou em 20\u00ba lugar, sendo:<br \/>\nOuro<\/p>\n<p>Gin\u00e1stica art\u00edstica feminina, categoria solo individual, com Rebeca Andrade<\/p>\n<p>Jud\u00f4 feminino, categoria acima de 78 kg, com Beatriz Souza<\/p>\n<p>V\u00f4lei de areia feminino, com a dupla Ana Patr\u00edcia e Duda<\/p>\n<p>Prata<\/p>\n<p>Futebol feminino<\/p>\n<p>Surfe feminino, com Tatiana Weston-Webb<\/p>\n<p>Marcha atl\u00e9tica masculina, com Caio Bonfim<\/p>\n<p>Gin\u00e1stica art\u00edstica feminina, categoria geral individual, com Rebeca Andrade<\/p>\n<p>Gin\u00e1stica art\u00edstica feminina, no salto, com Rebeca Andrade<\/p>\n<p>Jud\u00f4, categoria at\u00e9 66kg, com Willian Lima<\/p>\n<p>Canoagem masculina, na categoria C1 1000m, com Isaquias Queiroz<\/p>\n<p>Bronze<\/p>\n<p>V\u00f4lei feminino<\/p>\n<p>400m com barreiras masculino, com Alison dos Santos<\/p>\n<p>Skate park masculino, com Augusto Akio<\/p>\n<p>Surfe masculino, com Gabriel Medina<\/p>\n<p>Gin\u00e1stica art\u00edstica feminina, categoria geral por equipes, com Rebeca Andrade, Flavia Saraiva, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira e J\u00falia Soares<\/p>\n<p>Skate feminino, com Rayssa Leal<\/p>\n<p>Jud\u00f4 feminino, categoria at\u00e9 52kg, com Larissa Pimenta<\/p>\n<p>Jud\u00f4 por equipes<\/p>\n<p>Bia Ferreira no boxe feminino<\/p>\n<p>Edival Pontes, no taewkondo masculino<\/p>\n<p><em>(Fonte: CUT, 12.08.2024)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil conquistou 20 medalhas ol\u00edmpicas, 12 foram por mulheres As Olimp\u00edadas de Paris 2024, que se encerraram neste domingo (11), mostrou o protagonismo das atletas negras do Brasil. 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