{"id":1691,"date":"2024-05-17T13:41:13","date_gmt":"2024-05-17T16:41:13","guid":{"rendered":"https:\/\/sindticccba.org.br\/?p=1691"},"modified":"2024-05-17T13:41:13","modified_gmt":"2024-05-17T16:41:13","slug":"uma-em-cada-3-cidades-brasileiras-esta-suscetivel-a-inundacoes-enchentes-e-deslizamentos-de-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindticccba.org.br\/index.php\/2024\/05\/17\/uma-em-cada-3-cidades-brasileiras-esta-suscetivel-a-inundacoes-enchentes-e-deslizamentos-de-terra\/","title":{"rendered":"Uma em cada 3 cidades brasileiras est\u00e1 suscet\u00edvel a inunda\u00e7\u00f5es, enchentes e deslizamentos de terra"},"content":{"rendered":"<p><strong>Levantamento do governo federal estima que 1.942 munic\u00edpios \u2013 onde vivem 73% da popula\u00e7\u00e3o brasileira \u2013 est\u00e3o em risco de eventos como o que assola o Rio Grande do Sul e j\u00e1 provocou estragos em Petr\u00f3polis (RJ) e S\u00e3o Sebasti\u00e3o (SP). O dado, contudo, pode ser ainda maior<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_1692\" aria-describedby=\"caption-attachment-1692\" style=\"width: 696px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/cidades-risco-desastre.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/cidades-risco-desastre-1024x643.jpg\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"437\" class=\"size-large wp-image-1692\" srcset=\"https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/cidades-risco-desastre-1024x643.jpg 1024w, https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/cidades-risco-desastre-300x189.jpg 300w, https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/cidades-risco-desastre-768x483.jpg 768w, https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/cidades-risco-desastre-696x437.jpg 696w, https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/cidades-risco-desastre-1068x671.jpg 1068w, https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/cidades-risco-desastre.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1692\" class=\"wp-caption-text\">Balan\u00e7o da Defesa Civil do RS desta sexta (17) confirmou 154 pessoas mortas. Ao menos 98 est\u00e3o desaparecidas<\/figcaption><\/figure>\n<p>S\u00e3o Paulo \u2013 Desastres clim\u00e1ticos como o que assola o Rio Grande do Sul e j\u00e1 provocou destrui\u00e7\u00e3o e mortes em S\u00e3o Sebasti\u00e3o (SP) e em Petr\u00f3polis (RJ) podem se repetir em pelo menos outros 1.942 munic\u00edpios brasileiros. \u00c9 o que estima a Secretaria Especial de Articula\u00e7\u00e3o e Monitoramento, \u00f3rg\u00e3o vinculado \u00e0 Casa Civil, em nota t\u00e9cnica divulgada nesta sexta-feira (17). Uma em cada tr\u00eas cidades est\u00e1 localizada em \u00e1rea de risco recorrente para desastre clim\u00e1tico, como inunda\u00e7\u00f5es, enchentes e deslizamentos de terra.<\/p>\n<p>Apesar de j\u00e1 relevante, esse n\u00famero de cidades em risco pode ser ainda maior. O documento \u00e9 baseado no Atlas de Desastre e Sistema Integrado de Informa\u00e7\u00f5es sobre Desastres, que compila eventos do tipo entre 1991 e 2022. Por conta disso, as informa\u00e7\u00f5es listadas n\u00e3o consideram os eventos mais recentes provocados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas principalmente no sul do pa\u00eds. Apenas 142 munic\u00edpios ga\u00fachos, por exemplo, constam na nota t\u00e9cnica. Bem abaixo do total de 450 cidades que foram afetadas pelas fortes chuvas, segundo dados da Defesa Civil do RS.<\/p>\n<p>Mas, mesmo com o n\u00famero subestimado, o n\u00famero de pessoas que vivem nesses munic\u00edpios com algum grau de risco \u00e9 equivalente a 73% da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Nas 1.942 cidades vivem 148,8 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Cidades com risco de desastre<br \/>\nPara chegar \u00e0 proje\u00e7\u00e3o, o governo federal levou em conta localidades com \u00f3bitos devido a desastres ligados ao clima entre 1991 e 2022. Assim como a ocorr\u00eancia de 10 registros ou mais de desastres no per\u00edodo. A metodologia tamb\u00e9m abarcou a apresenta\u00e7\u00e3o de mais de 900 pessoas desalojadas\/desabrigadas; 500 pessoas ou mais em \u00e1reas mapeadas com risco geo-hidrol\u00f3gico; localidades com alta vulnerabilidade a inunda\u00e7\u00f5es e a ocorr\u00eancia de 400 dias de chuvas, ou mais, acima de 50 mil\u00edmetros entre 1981 a 2022.<\/p>\n<p>Entre 1991 a 2022, essas cidades com risco de desastre registraram 3.890 mortes em 16.241 desastres. O que deixou 7,9 milh\u00f5es de desabrigados\/desalojados. A quantidade de pessoas em \u00e1rea de risco geo-hidrol\u00f3gico totaliza 8,9 milh\u00f5es, de acordo com a nota t\u00e9cnica. J\u00e1 os munic\u00edpios suscet\u00edveis a movimentos de massa, os chamados deslizamentos, somam 1.023. Enquanto os que podem ter alagamentos e enxurradas s\u00e3o 1.766 e 1.811 est\u00e3o suscet\u00edveis a inunda\u00e7\u00f5es. Um mesmo munic\u00edpio pode ter ainda mais de um tipo diferente de risco identificado.<\/p>\n<p>Popula\u00e7\u00f5es nos munic\u00edpios em risco<br \/>\nO levantamento destaca que o Sudeste brasileiro concentra a maior popula\u00e7\u00e3o exposta aos riscos. Minas Gerais \u00e9 o estado com maior quantitativo de cidades com risco de desastres naturais, com 283. Na sequ\u00eancia vem S\u00e3o Paulo (172), Rio de Janeiro (75) e Esp\u00edrito Santo (71). No Sul, Santa Catarina desponta com o maior n\u00famero de munic\u00edpios (207) e pessoas expostas aos riscos, seguido do Rio Grande do Sul (142) e Paran\u00e1 (80).<\/p>\n<p>J\u00e1 na regi\u00e3o Nordeste, destacam-se a Bahia (137), Maranh\u00e3o (110), Pernambuco (106) e Cear\u00e1 (74). A Bahia tamb\u00e9m tem a maior propor\u00e7\u00e3o do Brasil de popula\u00e7\u00e3o de seus munic\u00edpios suscet\u00edveis em \u00e1reas mapeadas aos riscos (17,3%). O Norte, caracterizado por inunda\u00e7\u00f5es graduais, tem no Par\u00e1 (82) e do Amazonas (59) os maiores n\u00fameros de munic\u00edpios com risco.<\/p>\n<p>No Centro-Oeste o percentagem de registro de eventos e de pessoas expostas aos riscos \u00e9 o menor. Com 40 cidades, Mato Grosso apresenta o maior n\u00famero de munic\u00edpios mais suscet\u00edveis na regi\u00e3o. Mas o Mato Grosso do Sul tem a maior quantidade de pessoas mapeadas em \u00e1reas de riscos (25.092).<\/p>\n<p>Desastre na cidade de Teres\u00f3polis<br \/>\nO mapeamento de cidades sob risco come\u00e7ou a ser feito no in\u00edcio de 2011, ap\u00f3s as fortes chuvas que atingiram a cidade de Teres\u00f3polis, na regi\u00e3o serrana do Rio. Essa \u00e9 considerada a maior cat\u00e1strofe de origem geohidrol\u00f3gica do pa\u00eds. Mais de 900 pessoas morreram ap\u00f3s dois dias de chuva que provocou deslizamento de terra e deixou ao menos 350 pessoas desaparecidas, al\u00e9m de milhares de desabrigados.<\/p>\n<p>A trag\u00e9dia levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do Plano Nacional de Gest\u00e3o de Crises e Respostas a Desastres Naturais, sob a coordena\u00e7\u00e3o da Casa Civil no governo da presidenta Dilma Rousseff (PT). No entanto, a falta de efetiva\u00e7\u00e3o do plano e de pol\u00edticas para o enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas tem levado a novos desastres. Como em 2022, em Petr\u00f3polis, tamb\u00e9m na regi\u00e3o serrana fluminense. Deslizamentos deixaram 235 mortos e hoje h\u00e1 ainda 70 mil pessoas vivendo em \u00e1reas de risco na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Agora no Rio Grande do Sul<br \/>\nNo in\u00edcio do ano passado, outras 64 pessoas morreram com deslizamento de encostas em S\u00e3o Sebasti\u00e3o, no litoral norte de S\u00e3o Paulo. Agora no Rio Grande do Sul, 154 \u00f3bitos j\u00e1 foram confirmados em balan\u00e7o da Defesa Civil desta sexta. Ao menos 98 pessoas seguem desaparecidas e quase 620 mil pessoas est\u00e3o fora de suas casas.<\/p>\n<p>Atualmente, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) conta com equipamentos de monitoramento de chuvas em 1.133 munic\u00edpios brasileiros. A previs\u00e3o \u00e9 de que eles sejam instalados nas 1.942 cidades listadas at\u00e9 o fim de 2027.<br \/>\n<em>(Fonte: Rede Brasil Atual))<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento do governo federal estima que 1.942 munic\u00edpios \u2013 onde vivem 73% da popula\u00e7\u00e3o brasileira \u2013 est\u00e3o em risco de eventos como o que assola o Rio Grande do Sul e j\u00e1 provocou estragos em Petr\u00f3polis (RJ) e S\u00e3o Sebasti\u00e3o (SP). 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