{"id":1490,"date":"2024-04-01T21:07:22","date_gmt":"2024-04-02T00:07:22","guid":{"rendered":"https:\/\/sindticccba.org.br\/?p=1490"},"modified":"2024-04-01T21:07:22","modified_gmt":"2024-04-02T00:07:22","slug":"caminhada-do-silencio-feridas-que-nao-cicatrizaram-e-continuam-sangrando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindticccba.org.br\/index.php\/2024\/04\/01\/caminhada-do-silencio-feridas-que-nao-cicatrizaram-e-continuam-sangrando\/","title":{"rendered":"Caminhada do Sil\u00eancio: \u2018Feridas que n\u00e3o cicatrizaram e continuam sangrando\u2019"},"content":{"rendered":"<p><strong>Militante contra a ditadura, presa e torturada pelo DOI-Codi, Amelinha Teles participou da 4\u00aa Caminhada do Sil\u00eancio, em S\u00e3o Paulo. Entidades em defesa da democracia, parlamentares e ex-ministros homenagearam as v\u00edtimas do golpe<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_1487\" aria-describedby=\"caption-attachment-1487\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/ato_golpe_03.webp\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/ato_golpe_03-300x179.webp\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"179\" class=\"size-medium wp-image-1487\" srcset=\"https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/ato_golpe_03-300x179.webp 300w, https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/ato_golpe_03-1024x613.webp 1024w, https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/ato_golpe_03-768x459.webp 768w, https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/ato_golpe_03-696x416.webp 696w, https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/ato_golpe_03-1068x639.webp 1068w, https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/ato_golpe_03.webp 1170w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1487\" class=\"wp-caption-text\">\u201cEsse \u00e9 um passado que est\u00e1 muito presente ainda. S\u00e3o feridas que n\u00e3o cicatrizaram\u201d, afirmou Amelinha (Foto: Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<p>S\u00e3o Paulo \u2013 Caminhada em S\u00e3o Paulo, ontem (31), lembrou os 60 anos do golpe que instaurou a ditadura civil-militar no Brasil. Chamado de Caminhada do Sil\u00eancio pelas V\u00edtimas de Viol\u00eancia do Estado, o ato teve in\u00edcio na antiga sede do Departamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00f5es \u2013 Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna (DOI-Codi), na Rua Tutoia, na Vila Mariana, zona sul da capital paulista. A caminhada teve como destino o Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Pol\u00edticos, no Parque Ibirapuera.<br \/>\n\u201cEsse \u00e9 um ato que relembra os 60 anos da malfadada ditadura. Estamos em frente a um dos mais importantes centros de repress\u00e3o da ditadura militar brasileira que \u00e9 a antiga sede do DOI-Codi, onde as For\u00e7as Armadas, associadas \u00e0 sociedade civil de S\u00e3o Paulo, torturaram milhares de pessoas no fundo desse pr\u00e9dio e onde dezenas de companheiros e companheiras foram assassinados\u201d, disse Henrique Olita, membro do diret\u00f3rio estadual do PT.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1491\" aria-describedby=\"caption-attachment-1491\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/caminhada-do-silencio-60-anos-golpe-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/caminhada-do-silencio-60-anos-golpe-1-300x189.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"189\" class=\"size-medium wp-image-1491\" srcset=\"https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/caminhada-do-silencio-60-anos-golpe-1-300x189.jpg 300w, https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/caminhada-do-silencio-60-anos-golpe-1-1024x643.jpg 1024w, https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/caminhada-do-silencio-60-anos-golpe-1-768x483.jpg 768w, https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/caminhada-do-silencio-60-anos-golpe-1-696x437.jpg 696w, https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/caminhada-do-silencio-60-anos-golpe-1-1068x671.jpg 1068w, https:\/\/sindticccba.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/caminhada-do-silencio-60-anos-golpe-1.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1491\" class=\"wp-caption-text\">Caminhada em S\u00e3o Paulo lembrou os 60 anos do golpe que instaurou a ditadura militar no Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<p>Foi nesse lugar que o ex-deputado estadual e presidente da Comiss\u00e3o da Verdade da Assembleia Legislativa de S\u00e3o Paulo, Adriano Diogo, ficou preso por 90 dias durante a ditadura. \u201cFiquei 90 dias aqui. Fiquei 90 dias em uma cela solit\u00e1ria bebendo \u00e1gua de boi\u201d, relembrou ele, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil. \u201cAqui \u00e9 uma casa de morte\u201d, refor\u00e7ou.<br \/>\n<strong>Sessenta anos<\/strong><br \/>\nTamb\u00e9m foi no DOI-Codi que Maria Am\u00e9lia de Almeida Teles, a Amelinha, foi presa, torturada e estuprada. \u201cFui presa pol\u00edtica aqui no DOI-Codi entre 1972 e 1973. Aqui fui torturada e estuprada. Minha fam\u00edlia toda foi sequestrada e trazida aqui para o DOI-Codi. Minha filha, Jana\u00edna, tinha cinco anos de idade [na \u00e9poca] e meu filho tinha 4 anos.\u201d<br \/>\n\u201cOs 60 anos do golpe militar de 1964 n\u00e3o t\u00eam como serem esquecidos. Esse \u00e9 um passado que est\u00e1 muito presente ainda. S\u00e3o feridas que n\u00e3o cicatrizaram e que continuam sangrando nos dias de hoje. O Brasil continua amea\u00e7ado de golpes e de viol\u00eancia do Estado\u201d, disse Amelinha. \u201cAs novas gera\u00e7\u00f5es precisam conhecer isso para se fortalecer e para investir mais na constru\u00e7\u00e3o da democracia brasileira\u201d, acrescentou.<br \/>\n<strong>Mem\u00f3ria<\/strong><br \/>\nNesta quarta edi\u00e7\u00e3o da Caminhada do Sil\u00eancio, os manifestantes refor\u00e7aram a necessidade da mem\u00f3ria, adotando como tema a frase: \u201cPara que N\u00e3o se Esque\u00e7a, Para que N\u00e3o Continue Acontecendo\u201d. E lembraram que as popula\u00e7\u00f5es perif\u00e9ricas seguem sofrendo com a viol\u00eancia policial, mesmo nos dias atuais.<br \/>\n\u201cTemos um passivo que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a quest\u00e3o de mem\u00f3ria ou de reverenciar aquelas pessoas que deram o melhor da sua vida pela luta da liberdade do Brasil e dos direitos do povo. A ditadura militar deixou uma s\u00e9rie de passivos (no pa\u00eds). Mesmo com o remendo de Constituinte de 1988, a estrutura de repress\u00e3o no Brasil n\u00e3o se alterou. Temos uma Pol\u00edcia Militar \u2013 que deveria ser uma Pol\u00edcia Civil \u2013 totalmente militarizada e que tem feito o que estamos assistindo hoje, como essa opera\u00e7\u00e3o policial no litoral de S\u00e3o Paulo (opera\u00e7\u00f5es Ver\u00e3o e Escudo) onde mais de 50 pessoas foram assassinadas. Essa \u00e9 a maior chacina da pol\u00edcia depois do caso do Carandiru. Isso \u00e9 absurdo. Esse \u00e9 um dos passivos da ditadura, que temos que superar\u201d, disse Olita, tamb\u00e9m \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<br \/>\nParticiparam do ato deste domingo na capital paulista personalidades como o ex-deputado Jos\u00e9 Genoino, o deputado estadual Eduardo Suplicy (PT) e a deputada federal Luiza Erundina (Psol-SP).<br \/>\nLink para mat\u00e9ria completa <a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/cidadania\/60-anos-do-golpe-caminhada-do-silencio-feridas\/\">aqui.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Militante contra a ditadura, presa e torturada pelo DOI-Codi, Amelinha Teles participou da 4\u00aa Caminhada do Sil\u00eancio, em S\u00e3o Paulo. Entidades em defesa da democracia, parlamentares e ex-ministros homenagearam as v\u00edtimas do golpe S\u00e3o Paulo \u2013 Caminhada em S\u00e3o Paulo, ontem (31), lembrou os 60 anos do golpe que instaurou a ditadura civil-militar no Brasil. 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